qui, 03 de abril de 2025

Tutora de cadela agredida com barra de ferro questiona suspeito sobre motivação do crime

Evelyn Rodrigues disse que a cadela se recupera bem após ter alta veterinária na manhã de sábado (29). Segundo ela, inicialmente, o suspeito negou a agressão. Ele se apresentou à polícia nesta terça-feira (2).

A tutora da cadela, que sofreu uma convulsão após ser agredida com uma barra de ferro na cabeça por um funcionário público na sexta-feira (28) , em Urupês (SP), encontrou e questionou o suspeito sobre a real motivação do crime.

Nesta terça-feira (2), o homem se apresentou à polícia. Na casa dele, foram apreendidos o capacete, a camiseta e a barra de ferro (leia abaixo).

Evelyn Monteiro Rodrigues, de 18 anos, contou à TV TEM que, após ser indagado, o funcionário público negou que tenha ferido o animal. A violência foi registrada por uma câmera de segurança.

A imagem mostra o momento em que o homem, em uma motocicleta, passa na rua, enquanto a cachorra late ao notar a presença dele. Em seguida, o agressor faz a conversão na rua e volta com a barra de ferro na mão (assista acima).

O motociclista para no meio da via, é perseguido pelo animal e o agride com a barra de ferro. Imediatamente, a cadela cai na calçada, imobilizada. Depois, o homem foge.

“Quando a gente perguntou para ele o porquê tinha feito isso, qual foi o motivo de tudo isso, ele alegou que tinham vários cachorros atrás dele e que fez só para se defender. Aí, eu falei para ele ‘ na filmagem, não mostra isso, mostra apenas a minha cachorra, e ela não chegou a te morder’. Eu fui e mostrei a imagem para ele, aí não teve mais resposta sobre o que tinha feito”, explica.

Além disso, Evelyn ressalta que, para ela, não tinha nada que pudesse motivar o funcionário público a agredir o animal.

“Nunca aconteceu nada do tipo, ele nunca chegou na gente para falar que a cachorra incomodava ele. A gente nunca recebeu uma reclamação dela [cachorra], nada do tipo” , conta.

Na ocasião, a irmã de Evelyn estava na calçada, supervisionando o passeio de Pandora na rua, algo que, segundo a tutora, já é costume da família, e presenciou a agressão. Evelyn estava na cozinha com a mãe, quando ouviu a irmã gritando na rua e saiu para socorrer o animal.

Investigação

A Polícia Civil registrou um boletim de ocorrência e abriu um inquérito para investigar o caso.

Nesta terça-feira, policiais civis cumpriram um mandado de busca a apreensão na casa do suspeito. No local, foram apreendidos o capacete, a camiseta usada no dia do crime e a barra de ferro. À tarde, o funcionário público se apresentou à delegacia.

Em depoimento, ele confessou a agressão, mas disse que queria somente assustar a cachorra, batendo a barra no chão, porém errou a mira e acabou golpeando Pandora.

A Polícia Ambiental também acompanha o caso, mas informou que ainda não conseguiu notificar o homem. Quando for oficialmente comunicado, ele será multado administrativamente. O tenente Marcos Sanches explicou à reportagem sobre as punições para esse tipo de crime.

“De acordo com as imagens, fica claro o crime de maus-tratos ao animal. Um crime previsto em uma lei de crimes ambientais, que prevê a reclusão de 2 a 5 anos na esfera criminal e na esfera administrativa. Está prevista uma autuação no valor de R$ 3 mil e, caso em decorrência dessa agressão vier à morte do animal, essa multa é dobrada”, relatou à TV TEM.

Diante de todos esses elementos, a responsável por Pandora espera que o homem pague pelo crime.

“Olha, eu quero seja feita a justiça, para mim não justificativa, não tem perdão o que ele fez com um animalzinho indefeso”, finaliza Evelyn.

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