Corpo da vítima foi encontrado no dia 1º de abril em um terreno onde funcionava o antigo lixão da cidade. Lucas Ruan foi preso e confessou à polícia que matou a ex por ciúme.
O jovem Lucas Ruan Silva Alves, preso suspeito de estrangular e esconder o corpo da ex-namorada Emeli Maria Carvalho Guerguti, de 19 anos, em um antigo lixão de Tabapuã/SP, vai a júri popular na manhã desta quarta-feira (21), na Câmara dos Vereadores do município.
Oito testemunhas estão previstas para prestar depoimento durante o julgamento, que começa às 9h.
De acordo com a Polícia Civil, o corpo da vítima foi encontrado no dia 1º de abril em um terreno onde funcionava o antigo lixão da cidade. Lucas Ruan foi preso e confessou à polícia que a matou por ciúme. Emili já tinha entrado com pedido de medida protetiva contra o suspeito.
Segundo o Ministério Público, os dois conviveram em união estável durante quatro anos, relação da qual resultou um filho. Contudo, a vítima se separou dele devido às discussões constantes.
Crime
No dia 31 de março, ambos saíram de Novais/SP, cidade onde moravam, para ir em um churrasco na casa de um amigo, em Tabapuã. Durante um período do evento, os dois permaneceram juntos, aparentando ter uma relação harmoniosa.
No entanto, Emili e Lucas saíram da casa para ir em um comércio, onde o suspeito teria visto outro homem trocando mensagens com a ex-namorada. O fato deixou o jovem extremamente nervoso, de acordo com o MP.
Ao retornar para a casa onde o churrasco estava sendo realizado, os participantes perceberam que Lucas estava visivelmente nervoso e inquieto. Minutos depois, ambos saíram do local em uma motocicleta pilotada pelo suspeito.
Ainda de acordo com o MP, durante o trajeto de volta para casa, Lucas passou a discutir com a vítima e parou no terreno do antigo lixão, onde começaram a brigar. O suspeito empurrou a jovem, que caiu no chão, e passou a asfixiá-la.
Logo após matar a vítima, o suspeito levou o corpo da ex-namorada a um lugar próximo e o ocultou sob a vegetação que cobre o local.
Após cometer o crime, o jovem mandou mensagens com o aparelho celular da vítima, se fazendo passar por ela, para a mãe de Emili e para uma amiga dela.
Ao receberem a informação do desaparecimento da vítima, policiais civis começaram a investigar o caso e suspeitaram de Lucas, pois ele já tinha um histórico violento.
Prisão
Lucas foi questionado pelos investigadores, mas negou saber o paradeiro dela. No entanto, acabou confessando que matou Emili e escondeu o corpo dela no terreno.
Ele foi preso em flagrante e levado para a delegacia de Novais/SP. Contudo, teve a prisão alterada de flagrante para preventiva pelo juiz no decorrer da audiência de custódia
Após a decisão, o suspeito foi levado para a cadeia de Catanduva/SP, onde já estava preso e permanece à disposição da Justiça.
Para a promotora de Justiça, Bruna Maria Buck Muniz, Lucas agiu por motivo torpe, movido pelo sentimento de posse em relação a ela por não se conformar com o término da relação e nem que ela se relacionasse com outras pessoas, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Por isso, a promotora denunciou Lucas Ruan Silva Alves por homicídio qualificado por motivo torpe, asfixia, contra a mulher por razões da condição de sexo feminino e por ocultação de cadáver.
FONTE: Informações | G1