Coordenador da urgência e emergência do município, Dr. Chaudes Ferreira da Silva Júnior, deu dicas para o tratamento.
A Santa Casa de Votuporanga orienta a população quanto aos acidentes com animais peçonhentos. O coordenador da rede de urgência e emergência do município, Dr. Chaudes Ferreira da Silva Júnior, deu dicas para o atendimento de vítimas destas ocorrências.
Dr. Chaudes explicou que os ferimentos devem ser limpos com água e sabão e que é necessário aplicar compressa morna. Os sintomas da picada, além de dor no local, que acontece em todos os casos, podem incluir náuseas, taquicardia, agitação, sonolência, sudorese (suor em excesso), vômito, hipertensão e entre outros.
Ele enfatizou que o paciente deve ser levado rapidamente para serviço de saúde assim que notar a picada. “Na unidade, as pessoas receberão todo o suporte necessário para cada caso. Os acidentes são classificados como leves, moderados e graves, de acordo com os sintomas e assim existe a indicação do uso de soro antiescorpiônico”, disse.
Se for possível, o médico solicita que leve o animal até o pronto atendimento. “Essa captura precisa ser com segurança e que não leve muito tempo, pois a prioridade é o atendimento médico urgente. No Estado de São Paulo, há três espécies causadoras de acidente em seres humanos, sendo Tityus serrulatus, T. bahiensis e T. stigmurus”, complementou.
Os grupos de pessoas mais vulneráveis são crianças abaixo de 10 anos e idosos. “Quanto menor, maior a gravidade. Os principais fatores que influenciam o risco de morte são o tipo do peçonhento e a idade (o risco de morte é maior em pacientes menores de 14 anos). Outro fator que influencia é o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro, sendo muito mais elevado entre os assistidos após seis horas, do que entre aqueles que recebem antiescorpiônico até uma hora após o acidente. Portanto, em caso de picada, quanto mais rápido o paciente for levado ao serviço de saúde, maior a chance de sucesso no tratamento”, finalizou.