Operação foi realizada por policiais entre os dias 11 e 20 de março em cidades da Grande São Paulo e de Minas Gerais . Maioria das vítimas, conforme a polícia, é de Rio Preto.
A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) prendeu três pessoas suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa que aplica o golpe do falso investimento pela web. A operação foi realizada por policiais entre os dias 11 e 20 de março.
São aproximadamente 100 vítimas em todo o estado de São Paulo, sendo que a maioria delas, conforme a polícia, é de Rio Preto. O prejuízo é de em torno de R$ 5 milhões.
Segundo a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), além das prisões, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Osasco, Mogi das Cruzes (SP) e Belo Horizonte e Confins (MG).
Nos imóveis que foram vistoriados, os policiais apreenderam computadores, celulares, chips, cartões, documentos, armas e dinheiro. O grupo criminoso é composto por peruanos, brasileiro, venezuelanos e chineses. Entre os integrantes identificados estavam:
- ”Chipeiros”: responsáveis pelo cadastramento fraudulento de linhas telefônicas;
- ”Conteiros”: recebiam os valores obtidos ilegalmente;
- “Movimentadores financeiros”: encarregados da dispersão dos recursos ilícitos para dificultar seu rastreamento e garantir a obtenção das vantagens indevidas;
- “Golpistas”: entravam em contato com as vítimas;
- “Mentores intelectuais”: principais beneficiários do esquema criminoso.
Como funciona o golpe?
O golpe do falso investimento é praticado por meio da captação de vítimas através de anúncios em redes sociais, que prometem investimentos com alta rentabilidade.
Ao clicar no anúncio, a vítima é direcionada para um grupo de WhatsApp, onde falsos investidores e supostos professores de investimentos interagem para criar um ambiente de credibilidade.
Convencida pela simulação do grupo, a vítima é induzida a realizar um cadastro em um aplicativo vinculado a suposta corretora de investimentos.
A partir desse cadastro, ela recebe instruções para realizar transferências via PIX para contas de pessoas jurídicas que utilizam denominações sugestivas de fundos de investimento, passando a falsa impressão de que os valores estão sendo aplicados de forma legítima.
No entanto, essas empresas são constituídas fraudulentamente em nome de terceiros, servindo apenas como instrumento para a prática do golpe. Os valores transferidos são rapidamente retirados na rede bancária, em prejuízo às vítimas, que não conseguem resgatar os “investimentos”.
G1