sex, 04 de abril de 2025

Polícia prende trio suspeito de aplicar ‘golpe do falso investimento’ e causar prejuízo milionário

Operação foi realizada por policiais entre os dias 11 e 20 de março em cidades da Grande São Paulo e de Minas Gerais . Maioria das vítimas, conforme a polícia, é de Rio Preto.

A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) prendeu três pessoas suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa que aplica o golpe do falso investimento pela web. A operação foi realizada por policiais entre os dias 11 e 20 de março.

São aproximadamente 100 vítimas em todo o estado de São Paulo, sendo que a maioria delas, conforme a polícia, é de Rio Preto. O prejuízo é de em torno de R$ 5 milhões.

Segundo a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), além das prisões, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Osasco, Mogi das Cruzes (SP) e Belo Horizonte e Confins (MG).

Nos imóveis que foram vistoriados, os policiais apreenderam computadores, celulares, chips, cartões, documentos, armas e dinheiro. O grupo criminoso é composto por peruanos, brasileiro, venezuelanos e chineses. Entre os integrantes identificados estavam:

  • Chipeiros”: responsáveis pelo cadastramento fraudulento de linhas telefônicas;
  • Conteiros”: recebiam os valores obtidos ilegalmente;
  • Movimentadores financeiros”: encarregados da dispersão dos recursos ilícitos para dificultar seu rastreamento e garantir a obtenção das vantagens indevidas;
  • Golpistas”: entravam em contato com as vítimas;
  • Mentores intelectuais”: principais beneficiários do esquema criminoso.

Como funciona o golpe?

golpe do falso investimento é praticado por meio da captação de vítimas através de anúncios em redes sociais, que prometem investimentos com alta rentabilidade.

Ao clicar no anúncio, a vítima é direcionada para um grupo de WhatsApp, onde falsos investidores e supostos professores de investimentos interagem para criar um ambiente de credibilidade.

Convencida pela simulação do grupo, a vítima é induzida a realizar um cadastro em um aplicativo vinculado a suposta corretora de investimentos.

A partir desse cadastro, ela recebe instruções para realizar transferências via PIX para contas de pessoas jurídicas que utilizam denominações sugestivas de fundos de investimento, passando a falsa impressão de que os valores estão sendo aplicados de forma legítima.

No entanto, essas empresas são constituídas fraudulentamente em nome de terceiros, servindo apenas como instrumento para a prática do golpe. Os valores transferidos são rapidamente retirados na rede bancária, em prejuízo às vítimas, que não conseguem resgatar os “investimentos”.

G1

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