Mais velhos são os maiores críticos ao benefício, mas mesmo a população mais jovem se mostra majoritariamente contrária ao privilégio.
Um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que quase 75% das pessoas são contra a visita íntima a presos. Nos números gerais, 74,5% são contra as visitas, 21% são a favor e 4,5% não opinaram. Ainda de acordo com a pesquisa, quem encabeça esta estatística é o público com mais de 60 anos, sendo 78,6% deste público contra o benefício concedido aos presidiários.
Mesmo sendo o público mais favorável a medida, os mais jovens, público entre 16 e 24 anos, também são unanimidade no pensamento contrário as visitas íntimas. Ao todo, 68,5% não aprovam os encontros. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, também é crítico às visitas íntimas e chegou a dizer que estudava a possibilidade de acabar com elas – pouco depois de ser indicado para a pasta no governo Bolsonaro.
No levantamento, foram ouvidas 2.184 pessoas nos 26 Estados e no Distrito Federal e em 170 municípios nos dias 17 e 20 de julho. A pesquisa atinge um grau de confiança de 95% para uma margem de erro de, aproximadamente, 2% para mais ou para menos.