sex, 04 de abril de 2025

Dia Mundial da Sepse: médico explica a infecção

Dr. Chaudes Ferreira Júnior fez bate-papo sobre a doença, ressaltando que a conscientização é a melhor forma de auxiliar no tratamento.

No Dia Mundial da Sepse, celebrado nesta sexta-feira (13/9), a Santa Casa de Votuporanga quer alertar sobre a importância de discutir sobre a doença. Uma ação educativa foi realizada para enfatizar o diagnóstico precoce, orientando os colaboradores da Instituição.

Com o tema: “Pense: Pode ser SEPSE”, o coordenador da rede de urgência e emergência do município, Dr. Chaudes Ferreira Júnior, fez um bate-papo, no Auditório do Espaço Unifev Saúde, direcionado para profissionais da saúde, estudantes e residentes.

Dr. Chaudes apresentou o protocolo de gerenciamento da Sepse, que segue às orientações e diretrizes propostas pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS). Foram exibidos depoimentos de pacientes que tiveram a patologia, relatando suas recuperações. “Participei de vários eventos e estes testemunhos são muito gratificantes. Acompanhamos casos de pessoas que não tiveram sequelas”, disse.

Ele enalteceu a gravidade da Sepse. “É uma de nossas preocupações, exigindo empenho de todos os profissionais de saúde, para obtenção dos melhores resultados para o paciente. Quanto antes nós detectarmos o paciente que está com Sepse, maior a sobrevida dele”, ressaltou.

O coordenador da rede de urgência e emergência destacou a importância da campanha. “Quando falamos de Sepse, há várias definições. Mas, para leigos, classe médica, é importante lembrar o conceito de que é uma infecção em qualquer lugar do organismo, que cria uma resposta desregulada do nosso sistema de defesa e processo inflamatório na corrente sanguínea, prejudicando os órgãos. Queremos conscientizar leigos, ensinar os colegas médicos a atender, a enfermagem perceber quais sinais que podem ser inflamatórios”, afirmou.

Dr. Chaudes lembrou que é importante estar atento a 7 pontos para prevenir a sepse: higienização das mãos, uso racional de antimicrobianos, uso adequado das precauções de contato, rastreio e medidas de isolamento dos casos, vigilância epidemiológica, limpeza do ambiente, e educação continuada dos profissionais de saúde. “A higiene das mãos, no entanto, é a medida mais importante para prevenir as infecções associadas aos cuidados de saúde. Na UTI, essas infecções contribuem para prolongar a permanência dos pacientes dentro do hospital e aumentar o risco de morte”, alerta.

A doença

A Sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. O conceito mais atual está mais próximo de uma infecção generalizada. A infecção não está localizada em todo o organismo. Por vezes, pode estar localizada apenas em um órgão, mas provoca uma inflamação generalizada por todo o corpo na tentativa de neutralizar o agente da infecção. Por consequência da inflamação vários órgãos são comprometidos.

Dados do ILAS mostram que, só no Brasil são registrados 670 mil casos por ano, e em cerca de 55% deles, os pacientes morrem. Ainda de acordo com o instituto, a doença é a principal geradora de custos no setor público e privado, com 30% dos leitos de UTI no Brasil sendo ocupados por pacientes com Sepse e Choque Séptico. No mundo, estima-se o registro de cerca de 15 a 17 milhões de novos casos de Sepse anualmente.

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