O isolamento social nos tirou da rotina e ao mesmo tempo nos colocou em um estado de vulnerabilidade, em que medos e incertezas prevalecem e nossos questionamentos e dúvidas não podem ser respondidos de imediato, causando certa aflição. As pessoas reagem de formas diferentes e não existe nada de errado nisso: algumas mais assustadas e pessimistas outras são positivas. O que não da pra negar é que constatamos que não temos controle nenhum, o que é algo muito difícil de admitir. Sair do controle é desafiador para a maioria das pessoas, mas entender que o controle da vida é algo que realmente não temos e confiar no processo é necessário, libertador e transformador.
Um microorganismo foi capaz de fechar fábricas, provocar quedas na bolsa de valores, esvaziar praias, cancelar voos, festas e encontros em família, prejudicou a economia global, provocou a dor pela perda de um amigo/ente querido. Um vírus que não está afetando só o corpo, mas também a mente e escancarou as vulnerabilidades do ser humano, quando nos obrigou a ficarmos entre quatro paredes, na companhia de nós mesmos! O isolamento trouxe para muitos uma inquietude e incômodo de estar na própria companhia. E fica a pergunta: ‘’O que precisamos aprender com isso?“.
No dia 11 de Maio de 2020, dois meses após a OMS declarar PANDEMIA pelo COVID-19, a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) divulgou um estudo realizado com cerca de 400 médicos psiquiatras em 23 estados e do Distrito Federal, que mostra um agravamento importante das doenças mentais durante a pandemia. Podemos considerar que seja então uma “nova pandemia” de ansiedade e depressão? Esses números já eram previstos por nós, profissionais da saúde mental. Pessoas estabilizadas de quadros psiquiátricos apresentam novas crises, outros que nunca haviam tido problemas mentais, passaram a apresentar sintomas. O momento é delicado e exige cuidado de você com você mesmo, com o próximo e com aquele que talvez nem conheça.
Outro ponto que deve ser levantado e esta desafiando nossa sanidade mental são as autocobranças. Vejo pessoas se cobrando para serem produtivas a todo o momento, se sentem inúteis e frustrados, por não estarem “aproveitando a quarentena como deveria”, quando na verdade estamos vivendo uma situação de excepcionalidade, portanto, não cobre perfeição nesse momento (nem de você e nem de ninguém).
É importante perceber que vivemos também um momento de mais compaixão, sensibilidade e empatia. Entendemos que o vírus afeta a todos, desde o rico até o pobre, toda cor e raça. Ao mesmo tempo em que nos afasta fisicamente, nos aproxima em nossa essência. Esse pode ser um momento transformador. Tudo que trabalhamos em nós reflete no todo. Como será o mundo após a Pandemia do Covid-19? Você já se questionou sobre isso?!
Fica aqui o meu abraço a todos, boa reflexão e que Deus nos abençoe.
Dra. Ludymilla Araki (CRM-SP: 163696)
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